Webloyalty

35% dos portugueses compra serviços turísticos e de viagens nas suas compras online mais frequentes

O turismo posiciona-se como a terceira categoria de compra online mais recorrente, apenas atrás de moda e tecnologia

O sector turístico português mantém a sua trajetória de crescimento, consolidando-se como um dos pilares da economia lusa. Segundo dados do estudo de 2025 da TourEspaña, os portugueses realizaram 22,9 milhões de viagens em 2024, 85% dentro do território nacional e os restantes 15% no estrangeiro. No seu conjunto, estas viagens representaram um gasto de 6.735 milhões de euros, segundo dados do INE de Portugal e do Banco de Portugal recolhidos no Estudo da TourEspaña.

Além disso, o canal online tornou-se uma via estratégica para o sector. De facto, a reserva online de viagens converte-se na categoria que 35% dos portugueses compram online de forma mais recorrente, apenas atrás de moda e acessórios (66%), tecnologia (40%) ou produtos de saúde e beleza (38%), segundo dados do II Estudo sobre “Consumo online em Portugal 2026” realizado pela Webloyalty, empresa líder em geração de receitas adicionais para eCommerce através de soluções de Retail Media.

“O turismo continua a ser um dos sectores mais consolidados nas compras online do mercado luso. Os dados do nosso último estudo demonstram que os serviços turísticos mantêm uma presença muito significativa no comércio eletrónico português. De facto, 60% dos consumidores portugueses reserva alojamento de forma online, seguido da reserva de bilhetes e atividades (42%) e o transporte (41%). Além disso, 24% opta já por pacotes de férias completos. Esta tendência reflete a consolidação da confiança dos consumidores neste canal para planear e contratar as suas viagens”, refere Eduardo Esparza, VP General Manager da Webloyalty Ibéria & LATAM.

A concorrência e a situação socioeconómica impulsionam o sector a procurar alternativas de rentabilidade

A Semana Santa continua a ser um momento de altíssima concorrência entre as empresas do sector turístico. Enquanto os consumidores beneficiam da proliferação de ofertas, as companhias enfrentam o desafio de manter as suas margens num contexto de custos em alta, agravado pelas tensões geopolíticas que dispararam os preços do petróleo e geraram volatilidade nos mercados. Esta situação acrescenta pressão adicional a um sector que já operava com margens ajustadas.

“Neste contexto desafiador, o retail media consolidou-se como uma ferramenta estratégica para as empresas turísticas que procuram gerar receitas adicionais sem comprometer a experiência do cliente“, explica Eduardo Esparza. “Integrar estas soluções no ponto de venda digital ou ao finalizar o processo de compra permite às companhias rentabilizar o elevado tráfego de consumidores que recebem em períodos como a Semana Santa. O mais relevante é que o retail media trabalha com dados próprios (first-party data), o que permite implementar publicidade direcionada que impacta os clientes com conteúdos no momento ideal, melhorando assim a experiência de compra em vez de a prejudicar. Além disso, oferece uma via dupla de valor: as empresas turísticas podem monetizar o seu próprio tráfego web e, simultaneamente, alcançar novos consumidores diretamente nas plataformas de retalhistas onde já estão a procurar ativamente produtos e serviços”.

Fontes

II Estudo Webloyalty ‘As compras online em Portugal 2026’: 950 pessoas com mais de 18 anos com representatividade nacional

TourSpain