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Regresso às aulas: 81% dos portugueses irão gastar até 200€ nas lojas online

85% prevê gastar igual ou mais do que na campanha de 2025

Mais um ano, o regresso às aulas torna-se num dos momentos de consumo que mais coloca à prova a economia das famílias portuguesas. O encarecimento acumulado do material escolar nos últimos anos obriga as famílias a destinar cada vez mais orçamento para fazer face às despesas do início do ano letivo. Dados do INE português indicam que o IPC fechou julho em 3% em termos homólogos. Além disso, o Boletim Económico do Banco de Portugal de junho de 2026 aponta que o rendimento disponível das famílias para consumo crescerá 0,8% em 2026, muito abaixo dos 3,1% registados no ano anterior, enquanto a taxa de poupança, que atingiu 12,13% em 2025, deverá diminuir ao longo do exercício. Tudo isto faz com que muitas famílias disponham de uma margem cada vez mais estreita para fazer face a despesas sazonais como o início do ano letivo. Neste contexto, o comércio eletrónico consolida-se como o canal de referência para quem procura esticar cada euro.

De acordo com dados da II Edição do estudo “O Consumo Online em Portugal 2026”, elaborado pela Webloyalty, empresa líder na geração de receitas adicionais para o comércio eletrónico através de uma solução de Retail Media, 85% dos portugueses prevê gastar igual ou mais do que no ano passado na compra de produtos para o regresso às aulas através do canal online. Concretamente, 8 em cada 10 portugueses acredita que irá destinar até 200€ em produtos escolares, e 19% irá gastar mais do que esse valor.

Além disso, o estudo revela que os produtos mais comprados online no regresso às aulas são o material de papelaria (63%), a roupa (48%), os livros (47%), as mochilas e estojos (41%) e o calçado (39%), reflexo das necessidades práticas do início do ano letivo. A tecnologia surge igualmente como categoria relevante, com 33% dos compradores a adquirir dispositivos ou equipamentos online nestas datas.

“O regresso às aulas confirma que o consumidor português é cada vez mais reflexivo nas suas decisões de compra. A maioria opta por um orçamento contido, mas recorre ao canal online para comparar ofertas e encontrar o melhor preço. Neste contexto, ferramentas como o cashback ganham especial relevância: 87% dos portugueses já conhece este mecanismo e 88% afirma ter interesse em plataformas que ofereçam reembolso nas suas marcas habituais “, afirma Eduardo Esparza, VP General Manager da Webloyalty Iberia & LATAM.

O canal online, aliado no aperto de setembro

Num contexto de menor capacidade de poupança, os momentos de despesa concentrada como o regresso às aulas representam um verdadeiro desafio para as famílias, e tudo o que possa ajudar a otimizar a economia doméstica torna-se um elemento a ter em conta. As promoções e descontos são a fórmula de poupança preferida de 72% dos inquiridos, seguidas pelos cupões e códigos de desconto (57%) e o cashback ou reembolso parcial (46,3%). Além disso, 67% afirma que os programas de desconto e cashback influenciam muito ou bastante nas suas decisões de compra.

“Num contexto em que o dinheiro não rende tanto como antes, o reembolso sobre as compras já realizadas é uma forma de gerar poupança real sem alterar os hábitos de consumo. Clubes de compras que oferecem cashback, como o Compra e Poupa, permitem, através de uma subscrição, obter um reembolso mínimo de 10% nas compras em comércios habituais, como supermercados, lojas de roupa, casa, viagens ou produtos de beleza e saúde. Um retorno de 10% ao longo de toda a campanha de início do ano letivo faz uma diferença tangível para as famílias”, comenta o responsável.

O regresso às aulas abre o Golden Quarter

A campanha do regresso às aulas ganha cada vez mais importância para os comerciantes, uma vez que representa o início de um período intensivo de consumo que se estende até ao Natal, passando pela Black Friday e pela Cyber Monday. O denominado Golden Quarter é a época de maior procura do ano, e os eCommerce que gerem bem o seu arranque partem com uma vantagem clara para os meses seguintes.

“O Retail Media permite às marcas e retalhistas estar presentes no momento exato em que o consumidor está à procura do que necessita. O regresso às aulas é o primeiro grande teste do ano, e os dados que estamos a recolher em Portugal confirmam que o canal online ganha cada vez mais peso na gestão do orçamento familiar”, conclui Eduardo Esparza.

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*Fontes